quarta-feira, 24 de agosto de 2022

A Pátria amada de todos nós!

À Pátria amada de todos nós!

    Vamos dar um salve ao sete de setembro e para a celebração do dia da independência! Aos patriotas e nacionalistas de nosso país, que conservam o orgulho estupefado de nossa Nação Plural, este é o tempo de comemorar a Independência da Nação brasiliana. A data é marcada pela emancipação política da metrópole Portugal. A reflexão a ser feita, é de que devemos e deveríamos comemorar esta data com alegria e felicidade. Esta data deveria ser marcada pela independização do Brasil em relação à colonizadora nação imperial lusitana, porém sabe-se que não foi um processo simples e diversos problemas se seguiram… porém, a ideia aqui é tratar do nosso civilismo pátrio.

    Sempre é tempo de exaltação, de honrar a pátria mãe, o teto imaginário de paredes fronteiriças sólidas e reconhecidas, as quais nos unem e nos identificam, lugar construído sobre os pilares étnicos e culturais dos mais diversos povos. Para um verdadeiro ufanista, necessário se faz reconhecer e ter orgulho, desde os nossos ancestrais indígenas, dos ancestrais europeus imigrantes colonizadores e dos ancestrais negros africanos, que vieram a contragosto para cá, mas que foram importantes para a construção da riqueza desta terra. 

    Todos os civistas devem ou deveriam ter este sentimento, de brio e de altivez plena à sua Pátria, de suas cores, de suas origens e de suas múltiplas características, e amplio, aconselhando que cada um, a sua maneira, deveria buscar saber de como se formou, das suas configurações, de sua História minimamente, para se envaidecer muito e contar aos seus compatriotas ou aos estrangeiros, de como ela é, das suas belezas, de suas potências e também de suas deficiências… reconhecê-las e viabilizar as múltiplas possibilidades de melhorias, para manter e ampliar a sua liberdade e independência.

    Penso que, para um verdadeiro cidadão, necessário se faz empenhar-se e colaborar para que melhore, cresça e se desenvolva sempre, mas sem perder sua essência, que afinal, aqui é um lugar onde vive um povo diversificado, feliz e hospitaleiro, talvez o único do mundo onde seu adjetivo pátrio rima com trabalho, sejamos nós tarefeiros, sendo oleiros, carpinteiros, pedreiros, ferreiros… etc.. etc.. etc.. os oficineiros brasileiros… trabalhando firmes no propósito da ordem, do progresso e do amor, honrando desde àqueles que extraíram a madeira vermelha, incandescente e carmesim, chamada de “breazail”, ou o pau de fogo em brasa, logo abrasileirado para Brasil.

https://osmunicipiosemacao.com.br/pau-brasil-muitos-ja-ouviram-a-historia-mas-nunca-viram-o-quanto-e-bonito/

    A pauta aqui é a devoção ao berço nacional e deve estar acima de qualquer prelúdio de saudação, mesura e reverência às outras nações, apesar de todo o respeito e admiração que exista, nunca, jamais deve ser sobrepujado ou desmerecido o nosso sagrado pavilhão verde-amarelo, branco e azul-anil que a todos representa. Com o sentimento nacionalista a pleno, penso que conhecer e amar o seu lugar, com todas as suas peculiaridades e particularidades, respeitando as diferenças de uma plaga larga e continental, ostentosa gleba amada de todos nós, o legítimo e estimado patriotismo! Parabéns para TODA a Nação Brasileira!

Imagem: A Bandeira do Brasil https://www.gov.br/planalto/pt-br/conheca-a-presidencia/acervo/simbolos-nacionais/bandeira/bandeiragrande.jpg

Texto de Ramão Carvalho, Professor de História e Ativista Cultural para a Coluna JORNAL NOTICIÁRIO JN - Setembro/2021 - Ed. 271 - Pág. 08 COLUNISTAS.

domingo, 21 de agosto de 2022

Não aprendemos nada?

 


Não aprendemos nada!?

             Apesar de tudo e de todos os exemplos, de uma realidade difícil e inóspita, apesar do tempo em que vivemos, caraterizado por ser um período onde há um grande volume de informações e de complexas e avançadas tecnologias. Apesar desta fase pós-pandêmica, que ceifou muitas vidas, deixando uma dura e dolorida lição, parece que não aprendemos nada com isso! Toda esta dor, toda esta comoção e estas dificuldades parecem que não serviram para nada… ou seja, a sensação é de que não aprendemos e não mudamos o suficiente, não houve evolução espiritual e intelectual com todas estas fatídicas experiências.

             A “humanidade” segue presunçosa e soberba. As pessoas seguem arrogantes, desferindo insolência, atrevimento, petulância, cinismo, desaforos, descaramentos, desplantes, impertinência e o pior: desrespeito para com seus ‘semelhantes’. Considero, com muito dissabor, diagnosticar que nosso progresso, adiantamento e aperfeiçoamento como dignos sapiens está em processo de adiamento – ou de retrocesso.

             Confesso que é muito triste relatar isso, ainda mais para quem busca acreditar nos valores e nas diversas vertentes do benevolente saber e nas divinas lições celestiais, nas lições espirituais que nos são passadas e transmitidas, de que devemos ter pensamentos e ações positivas, assim como prezar pelos ensinamentos e instruções voltados para o bem comum, para a convivência saudável e para a comunhão dos povos. Desapontado digo que os preconceitos da alma seguem muito presentes e me deixam muito chateado… por demais!

             O coração, o cordes sentimental e humanitário aperta ainda mais, quando nos deparamos com episódios e com notícias de acontecimentos chocantes, de violência descabida, de racismo desnecessário, de intolerâncias repugnantes, de preconceitos estúpidos e boçais, mas também, atentemos para os pequenos cismas, das implicâncias gratuitas que minam, desgastam e se tornam futuras inimizades, que desencadeiam futuras e verdadeiras batalhas campais entre os indivíduos, você já parou para pensar nisso?

             Quantas vezes implicamos com o nosso semelhante, por suas características, suas formas, seu jeito de ser, de estar, vestir-se ou ainda por sua posição social. Por vezes, nas coisas mais tolas, mais irrelevantes, são motivos para gerar antipatia e aversão. Estas atitudes, em minha opinião são doentias e a pessoa que sofre destas birras e antipatias, de implicar com os outros, deve ser tratada, deveria haver um diagnóstico e uma terapia para curar estas pestilências da alma.

             Mas ainda, apesar de tudo que até aqui vivemos, não valeu de nada! As pessoas seguem explorando outras pessoas, ridicularizando as outras pessoas, menosprezando, vilipendiando, desmerecendo, agredindo, violentando e até matando outras pessoas por motivação pífia e torpe. Por isso te pergunto: Será que não aprendemos nada!?


Fonte: 2022-08-17 – CARVALHO, Ramão. Não aprendemos Nada!?. Matéria da coluna Jornal Noticiário. Página 11. São Leopoldo/RS. Edição 282, agosto/2022.