domingo, 21 de agosto de 2022

Não aprendemos nada?

 


Não aprendemos nada!?

             Apesar de tudo e de todos os exemplos, de uma realidade difícil e inóspita, apesar do tempo em que vivemos, caraterizado por ser um período onde há um grande volume de informações e de complexas e avançadas tecnologias. Apesar desta fase pós-pandêmica, que ceifou muitas vidas, deixando uma dura e dolorida lição, parece que não aprendemos nada com isso! Toda esta dor, toda esta comoção e estas dificuldades parecem que não serviram para nada… ou seja, a sensação é de que não aprendemos e não mudamos o suficiente, não houve evolução espiritual e intelectual com todas estas fatídicas experiências.

             A “humanidade” segue presunçosa e soberba. As pessoas seguem arrogantes, desferindo insolência, atrevimento, petulância, cinismo, desaforos, descaramentos, desplantes, impertinência e o pior: desrespeito para com seus ‘semelhantes’. Considero, com muito dissabor, diagnosticar que nosso progresso, adiantamento e aperfeiçoamento como dignos sapiens está em processo de adiamento – ou de retrocesso.

             Confesso que é muito triste relatar isso, ainda mais para quem busca acreditar nos valores e nas diversas vertentes do benevolente saber e nas divinas lições celestiais, nas lições espirituais que nos são passadas e transmitidas, de que devemos ter pensamentos e ações positivas, assim como prezar pelos ensinamentos e instruções voltados para o bem comum, para a convivência saudável e para a comunhão dos povos. Desapontado digo que os preconceitos da alma seguem muito presentes e me deixam muito chateado… por demais!

             O coração, o cordes sentimental e humanitário aperta ainda mais, quando nos deparamos com episódios e com notícias de acontecimentos chocantes, de violência descabida, de racismo desnecessário, de intolerâncias repugnantes, de preconceitos estúpidos e boçais, mas também, atentemos para os pequenos cismas, das implicâncias gratuitas que minam, desgastam e se tornam futuras inimizades, que desencadeiam futuras e verdadeiras batalhas campais entre os indivíduos, você já parou para pensar nisso?

             Quantas vezes implicamos com o nosso semelhante, por suas características, suas formas, seu jeito de ser, de estar, vestir-se ou ainda por sua posição social. Por vezes, nas coisas mais tolas, mais irrelevantes, são motivos para gerar antipatia e aversão. Estas atitudes, em minha opinião são doentias e a pessoa que sofre destas birras e antipatias, de implicar com os outros, deve ser tratada, deveria haver um diagnóstico e uma terapia para curar estas pestilências da alma.

             Mas ainda, apesar de tudo que até aqui vivemos, não valeu de nada! As pessoas seguem explorando outras pessoas, ridicularizando as outras pessoas, menosprezando, vilipendiando, desmerecendo, agredindo, violentando e até matando outras pessoas por motivação pífia e torpe. Por isso te pergunto: Será que não aprendemos nada!?


Fonte: 2022-08-17 – CARVALHO, Ramão. Não aprendemos Nada!?. Matéria da coluna Jornal Noticiário. Página 11. São Leopoldo/RS. Edição 282, agosto/2022.

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