Não aprendemos
nada!?
Apesar de tudo e de todos os exemplos, de uma realidade
difícil e inóspita, apesar do tempo em que vivemos, caraterizado por ser um
período onde há um grande volume de informações e de complexas e avançadas
tecnologias. Apesar desta fase pós-pandêmica, que ceifou muitas vidas, deixando
uma dura e dolorida lição, parece que não aprendemos nada com isso! Toda esta
dor, toda esta comoção e estas dificuldades parecem que não serviram para nada…
ou seja, a sensação é de que não aprendemos e não mudamos o suficiente, não
houve evolução espiritual e intelectual com todas estas fatídicas experiências.
A “humanidade” segue presunçosa e soberba. As pessoas
seguem arrogantes, desferindo insolência, atrevimento, petulância, cinismo,
desaforos, descaramentos, desplantes, impertinência e o pior: desrespeito para
com seus ‘semelhantes’. Considero, com muito dissabor, diagnosticar que nosso
progresso, adiantamento e aperfeiçoamento como dignos sapiens está em
processo de adiamento – ou de retrocesso.
Confesso que é muito triste relatar isso, ainda mais para
quem busca acreditar nos valores e nas diversas vertentes do benevolente saber
e nas divinas lições celestiais, nas lições espirituais que nos são passadas e
transmitidas, de que devemos ter pensamentos e ações positivas, assim como prezar
pelos ensinamentos e instruções voltados para o bem comum, para a convivência
saudável e para a comunhão dos povos. Desapontado digo que os preconceitos da
alma seguem muito presentes e me deixam muito chateado… por demais!
O coração, o cordes sentimental e humanitário
aperta ainda mais, quando nos deparamos com episódios e com notícias de
acontecimentos chocantes, de violência descabida, de racismo desnecessário, de
intolerâncias repugnantes, de preconceitos estúpidos e boçais, mas também,
atentemos para os pequenos cismas, das implicâncias gratuitas que minam,
desgastam e se tornam futuras inimizades, que desencadeiam futuras e
verdadeiras batalhas campais entre os indivíduos, você já parou para pensar
nisso?
Quantas vezes implicamos com o nosso semelhante, por suas
características, suas formas, seu jeito de ser, de estar, vestir-se ou ainda
por sua posição social. Por vezes, nas coisas mais tolas, mais irrelevantes,
são motivos para gerar antipatia e aversão. Estas atitudes, em minha opinião são
doentias e a pessoa que sofre destas birras e antipatias, de implicar com os
outros, deve ser tratada, deveria haver um diagnóstico e uma terapia para curar
estas pestilências da alma.
Mas ainda, apesar de tudo que até aqui vivemos, não valeu
de nada! As pessoas seguem explorando outras pessoas, ridicularizando as outras
pessoas, menosprezando, vilipendiando, desmerecendo, agredindo, violentando e
até matando outras pessoas por motivação pífia e torpe. Por isso te pergunto:
Será que não aprendemos nada!?
Fonte: 2022-08-17 – CARVALHO, Ramão. Não aprendemos Nada!?. Matéria da coluna Jornal Noticiário. Página 11. São Leopoldo/RS. Edição 282, agosto/2022.
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