O fim de uma era!?
O mês de dezembro está aí, e junto dele a sensação de que o ano já está se findando e, junto desta sensação, vem aquele sentimento de reflexão, de ponderar tudo o que aconteceu e também de lembrar das mais diversas situações e por tudo o que passamos, perpassando por outras recordações não só do ano que está por acabar, mas de um balanço de tudo o que vem ocorrendo.
Com isso, surgem muitas lembranças, de muitas situações vividas e experenciadas neste ciclo caracterizado pela volta do planeta esférico em torno do incandescente Sol. Um tempo complexo e difícil de definir em poucas palavras, porém, verificado e marcado por muitas situações dicotômicas, onde predominaram aquelas situações depreciativas e caóticas do ponto de vista humano. Chego numa constatação desconfortável e contundente: de que é o fim de uma era! Assim, nunca mais teremos o mundo em que vivíamos!
As festas de final de ano nunca mais serão as mesmas! Aquele tempo em que desejávamos um ‘Feliz Natal’ e ‘Boas Festas’ para todos que encontrávamos por onde quer que íamos nesta época acabou!!! Sabe por quê? Porque hoje em dia não sabemos ao certo quem é o outro, se é o racista, ou é aquele que não aceita o pobre ascender, ou se é aquele que não tolera a minha ou a tua religião, que pratica ou não se sensibiliza com a violência praticada contra as mulheres, que xinga e ofende aos LGBTQIAP+, que clama, não se sabe porque, por regimes autoritários, entre tantas outras estapafúrdias inexplicáveis...
São tempos difíceis e peço desculpas pela dureza e pelo embrutecimento dos meus sentimentos. Rogo graças à Oxalá, agradecendo que no meu núcleo de amigos, colegas e na maioria dos meus parentes, as pessoas comungam com minhas convicções de comunidade, de convívio salutar e amistoso com todos, todas e todxs... Porém não basta constatar e conviver com esta situação, mas sim, seguir defendendo e praticando a tolerância para a compreensão de que nosso país é plural e miscigenado, ou seja, uma completa mistura de culturas e etnias.
Para
este Brasil dar certo, devemos seguir fazendo, cada uma a sua parte, seguir
multiplicando o amor, a paz, a fraternidade, a educação e a cultura para vencer
as anomalias da alma que estão intensificando e contaminando o sentimento dos
seres intolerantes da atualidade. Tenho convicção e certeza de que
neutralizaremos estas barbaridades, sendo disseminadores de um país mais
complacente e benevolente, legando no exemplo para as novas gerações, podendo
voltar a ser um país empático e retomando o carisma costumeiro da época das
festas... Para voltar a amar as pessoas como se não houvesse amanhã, resistir é
preciso!
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